Manoel de Barros
certa vez escreveu que as coisas desejam ser
olhadas de azul.
Perdoe-me a audácia Manoel
Mas preciso discordar.
Não creio que as coisas gostariam de ser vistas
através de filtros.
Sejam eles quais forem, ainda que bons.
As coisas gostariam de ser vistas por olhos livres.
Por pálpebras que quando abertas
Que não fizessem juízo de como
as coisas deveriam ser
ou como gostaríamos que fossem
Elas almejam ser vistas à própria maneira
Sem formulações .
E, para isso, tudo o que elas nos pedem é : ___ tempo&respeito.
Elas querem se mostrar de acordo com o ritmo do seu passo
Sem pressa.
Fazendo a nós um convite paciente.
Sem a intenção do convencimento
Mas apenas o revelar , em essência, daquilo que realmente são.
Se, por esse curso, soubermos caminhar
As coisas nos respondem
com a sua espontânea simplicidade
ao momento presente :
___ Viver é deixar viver.

 

É sobre escrita e vida.
Deixo pra vocês sensibilidades e percepcões que o meu coração transforma
em prosa&poesia quando possível.
É uma coluna sobre nada, mas também sobre tudo.
Tudo o que letras e pontuações me permitirem escrever.
Poderia falar sobre mim. Por ora , abadono os predicativos do sujeito e os convido a acompanhar as narrativas que a vida há de trazer pra o cantinho Flor de Sal.
Com carinho, muitos beijinhos literários

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