Nhoque de beterraba com molho de laranja, sem glúten, sem lactose, levinho, prático e com um sabor surpreendente! A cara da primavera 😉

Já contei por aí que morei na Itália por um ano, né? Inclusive, foi lá que dei meus primeiros passos rumo ao vegetarianismo. Mas bem antes disso que eu já tenho uma queda enoooorme pelas massas haha Quando eu era pequena, minha vó fazia muito pão, rosca, bolo… A gente morava na roça, então toda a comida era bem artesanal. O pão, feito preferencialmente em dias quentes, gerava expectativa; o cheirinho de bolo alertava o estômago sobre a hora do café; e os biscoitinhos e roscas com creme de coco eram típicas dos fins de semana em que recebíamos visitas. Que nostalgia…

Bom, mas acho difícil quem não goste de uma boa pasta, né? Na Itália, o nhoque é uma tradição familiar que foi inventado num panorama de escassez de alimentos devido a um período de guerra (em meados do século 17), sabia?

O autor do livro “O livro da cozinha clássica”, Sílvio Lancellotti, conta que os pobres começaram a ficar sem farinha de trigo durante o período de guerra, então precisaram inventar um jeito de transformar o pão velho em alimento, daí moíam o pão envelhecido e já duro, transformando em farinha de volta, e misturavam essa farinha com água quente. A massinha resultante da mistura era modelada no formato do nhoque que a gente conhece hoje em dia e eram cozidos em água ou em um caldo de vegetais e ossos de galinha. Acontece que essa mistureba ficava tão boa que, com o tempo, até os ricos copiaram a ideia hahaha

Daí cê me pergunta: “cadê a batata nessa história toda?” Gente, a batata foi a última a entrar no rolo, porque só chegou na Europa lá pelo século 18. Aqui no Brasil, o reinado é do clássico nhoque de batata, que pede um tico de farinha de trigo, mas só o suficiente pra dar liga. Mas um nhoque bom, tem seus segredinhos 🙂 Muita gente coloca farinha demais por achar que facilita o trabalho de modelagem dos nhoquíneos, daí eles ficam pesados e duros, então vou contar o segredinho que mudou minha relação com o nhoque: menos água, menos farinha! Quando entendi essa relação, meus nhoques ficaram muito mais macios! E sabe como eu fiz isso? Assando os meus ingredientes no forno, em papel alumínio, ao invés de colocar direto na água. Pra essa receita, por exemplo, enrolei mandioquinha e beterraba no alumínio e coloquei no forno médio até ficarem bem cozidinhos – finquei uma faca pra saber o ponto (quando ela atravessa com facilidade, está pronto 🙂 ) Nesse post tem outras dicas bacanas pra quem quiser se aventurar na missão nhoque perfeito!

Viram como é fácil fazer esse nhoque de beterraba? 🙂 Só é um tico trabalhoso, mas é bem tranquilo e divertido de fazer! Além disso, essa receita é ótima pra quem se preocupa com os nutrientes que ingere, já que leva ingredientes nutritivos!  A beterraba, responsável por essa cor maravilhosa, dá uma super força no rendimento do treinos por relaxar os vasos sanguíneos (permite que mais nutrientes cheguem aos músculos), é rica em zinco, que ajuda a fortalecer o sistema imune, tem bastante ferro #xôanemia, além de vários outros benefícios 🙂

Ah, e se você não se convenceu na mistura beterraba + molho de laranja, é só lembrar do velho e famoso suco de beterraba e laranja 🙂 Os sabores são bem harmônicos, e super combinam com o frescor da primavera, pode confiar! 😉 Convida a família e bora fazer um dia divertido de produção de nhoque com um sabor surpreendente!

Eu sou a Gabi ? Sou arquiteta urbanista e metida a cozinheira! Desde que resolvi entrar no mundo do esporte, mudei minha alimentação e, consequentemente, meu olhar sobre o mundo e sobre o meu corpo. Hoje sou maratonista, me locomovo principalmente de bike, não consumo carne há três anos, intolerante à lactose, e vivo inventando moda na cozinha, onde aprendo muito todo dia ❤

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